Chegou-nos, pela mão dum caro amigo e leitor (daqui em diante designado como
"Colaborador do Altar") da publicação on-line da Aphraria, uma Epístola digna de registo. Uma tal de Maria de Fátima recebeu de um desconhecido (deve ser "Impulse") uma sms e, como não lhe achou piadinha nenhuma (eu acho, até porque o português do amigo é digno de análise profunda por parte dos linguistas), resolveu apresentar
queixa-crime contra “desconhecidos”. Deixo aqui a sms transcrita e o comentário do nosso Colaborador do Altar. Devo avisar que o conteúdo é para maiores de 18 anos!!!
"Fátima já te imaginas-te tu em cima de mim a mamares a minha pissa e eu a beijar-te essa tua boca e essas grandes mamas? Depopis pegas na pissa e penetras na tua cona. Estás morrendo de prazer! Não satisfeita, não satisfeita introduzes a pissa no cu eu estou quase a ter orgasmo. Pedes-me para tirar poderes chupar todas as minhas natas! Gostas-te? Também eu. És muito quentinha! Se quiseres uma noite de prazer liga."Citando o Colaborador do Altar:
«Da leitura da queixa-crime acima referenciada, é-nos dado como primeira informação o facto de o presumível agente do alegado ilícito criminal ser desconhecido, ou seja, uma pessoa cuja identidade se desconhece… Todavia, a minha veia admiradora da série CSI logo pulsou rapidamente na leitura do conteúdo do sms transcrito, manifestando-se contra tal classificação do agente do suposto crime, porquanto:
- o uso pelo "desconhecido" do segundo nome próprio (Maria de Fátima) ao dirigir-se à alegada ofendida;
- o conhecimento pelo “desconhecido”de que a Fátima pratica sexo oral de forma aprazível e satisfatória;
- o conhecimento da dimensão normal da boca da alegada ofendida e da dimensão mais avantajada do peito da mesma;
- a agnição de que a ofendida não estaria rapidamente saciada e teria de promover outros esforços em tal sentido;
- o conhecimento da ciência demonstrada pela mesma no uso do sexo masculino;- a verificação de que o “desconhecido” sabe que a ofendida costuma comer natas no final da relação sexual;
- e, sem dúvida, a preocupação e disponibilidade demonstrada pelo “desconhecido” em pôr à sua disposição o seu telefone (o que demonstra também a aproximação de ambos) para poder oferecer algo de aprazível à participante.
É sem dúvida revoltante a notória escassez de esforços na investigação da identidade do "desconhecido", actuação que se torna agora exigível às entidades judiciárias por forma a que a ordem pública seja reposta e a ofendida tenha a oportunidade de comer as suas natas!!!
"
DIFFICILES NUGAE"»
Uma última nota para o nosso Colaborador do Altar: a utilização de expressões como "agnição" revela que o Direito lhe subiu à cabeça – este homem está com uma linguagem upa, upa; o Latim utilizado (
Difficiles Nugae significa futilidades que dão trabalho) indica que, para além de andar armado em poliglota, tomou consciência de que pertence a uma classe à parte, acima do resto – eu, confesso a minha ignorância, não fazia ideia do que raio significava. Para a próxima, utilize uma linguagem mais comum entre os mortais, porque senão vai ser difícil entender o que quer dizer…