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Aphraria                      

Terça-feira, Abril 05, 2005

(Des)conhecido

Chegou-nos, pela mão dum caro amigo e leitor (daqui em diante designado como "Colaborador do Altar") da publicação on-line da Aphraria, uma Epístola digna de registo. Uma tal de Maria de Fátima recebeu de um desconhecido (deve ser "Impulse") uma sms e, como não lhe achou piadinha nenhuma (eu acho, até porque o português do amigo é digno de análise profunda por parte dos linguistas), resolveu apresentar queixa-crime contra “desconhecidos”. Deixo aqui a sms transcrita e o comentário do nosso Colaborador do Altar. Devo avisar que o conteúdo é para maiores de 18 anos!!!
"Fátima já te imaginas-te tu em cima de mim a mamares a minha pissa e eu a beijar-te essa tua boca e essas grandes mamas? Depopis pegas na pissa e penetras na tua cona. Estás morrendo de prazer! Não satisfeita, não satisfeita introduzes a pissa no cu eu estou quase a ter orgasmo. Pedes-me para tirar poderes chupar todas as minhas natas! Gostas-te? Também eu. És muito quentinha! Se quiseres uma noite de prazer liga."
Citando o Colaborador do Altar:
«Da leitura da queixa-crime acima referenciada, é-nos dado como primeira informação o facto de o presumível agente do alegado ilícito criminal ser desconhecido, ou seja, uma pessoa cuja identidade se desconhece… Todavia, a minha veia admiradora da série CSI logo pulsou rapidamente na leitura do conteúdo do sms transcrito, manifestando-se contra tal classificação do agente do suposto crime, porquanto:
- o uso pelo "desconhecido" do segundo nome próprio (Maria de Fátima) ao dirigir-se à alegada ofendida;
- o conhecimento pelo “desconhecido”de que a Fátima pratica sexo oral de forma aprazível e satisfatória;
- o conhecimento da dimensão normal da boca da alegada ofendida e da dimensão mais avantajada do peito da mesma;
- a agnição de que a ofendida não estaria rapidamente saciada e teria de promover outros esforços em tal sentido;
- o conhecimento da ciência demonstrada pela mesma no uso do sexo masculino;- a verificação de que o “desconhecido” sabe que a ofendida costuma comer natas no final da relação sexual;
- e, sem dúvida, a preocupação e disponibilidade demonstrada pelo “desconhecido” em pôr à sua disposição o seu telefone (o que demonstra também a aproximação de ambos) para poder oferecer algo de aprazível à participante.
É sem dúvida revoltante a notória escassez de esforços na investigação da identidade do "desconhecido", actuação que se torna agora exigível às entidades judiciárias por forma a que a ordem pública seja reposta e a ofendida tenha a oportunidade de comer as suas natas!!!
"DIFFICILES NUGAE

Uma última nota para o nosso Colaborador do Altar: a utilização de expressões como "agnição" revela que o Direito lhe subiu à cabeça – este homem está com uma linguagem upa, upa; o Latim utilizado (Difficiles Nugae significa futilidades que dão trabalho) indica que, para além de andar armado em poliglota, tomou consciência de que pertence a uma classe à parte, acima do resto – eu, confesso a minha ignorância, não fazia ideia do que raio significava. Para a próxima, utilize uma linguagem mais comum entre os mortais, porque senão vai ser difícil entender o que quer dizer…

4 Comments:

  • Caros Aphrades(dava jeito pôr agora o som de entrada da aphraria com os sinos a tocar) é com prazer que recebemos a 1ª Posta Importada!!!
    Fiquei de facto pasmado com o elevado grau cultural deste nosso colaborador, mas só na minha análise às suas deduções é q compreendi o verdadeiro significado da palavra DIFFICILES NUGAE ! com tanta treta de CSI este nosso Colaborador de Altar passou ao lado do mais obvio! não seria mais fácil pegar no nº de telefone do cromo q escreveu essa tão inspirada mensagem e telefonar para a tmn para saber o nome e residência do gajo? o mais incrivel é no auto o gajo estar indicado como desconhecido!!! é sinal que a justiça anda bem lentinha, ao ritmo que a alguns tb lhes convém ;)

    By Blogger Aphrade Guronsan, at 05 Abril, 2005 02:48  

  • Para além da "marabilhosa" sintaxe, há k reparar:
    * na conjugação da 2ª pessoa do singular do pretérito perfeito dos verbos - acrescenta um hífen sempre que terminam em -te;
    * na repetição do "não satisfeita" - denota uma embriaguez elevada;
    * na utilização do termo depopis - um neologista em potência
    * no "poderes" - que indicia a falta de telemóvel com dicionário ou a falta de inteligência para o usar no caso do telemóvel o ter.

    By Blogger Aphrade Teufel, at 05 Abril, 2005 04:48  

  • Caro “Colaborador do Altar”, desde já um caloroso abraço de boas vindas a este distinto blog! É com apreço que leio as palavras de tão distinto homem de leis, que tal como os restantes colegas de profissão, nos enchem a mente ao som de “latinadas” indecifráveis (obrigado Aphrade Teufel pela tradução!) com a mesma rapidez que nos esvaziam os bolsos…

    Cada vez percebo melhor porque os tribunais não funcionam nem na terra mãe, nem na diáspora, nem em lado nenhum onde habitem criaturas que se dão ao trabalho de enviar SMS’s com 419 caracteres (escusam de contar... são mesmo 419!) e outras que processam desconhecidos por as receber!

    Aguardo ansiosamente por novas epístolas vindas dos vários mosteiros de leis espalhados por este país …

    Saudações longínquas.

    By Blogger Escavador, at 05 Abril, 2005 12:27  

  • Fds não sei kem é o pior... o atrasado k mandou a sms, a gaja k pos a keixa crime ao desconhecido ou o krl do advogado!! voto no advogado!

    By Blogger Azanganbado, at 06 Abril, 2005 23:54  

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